A poltrona Alaká é um mobiliário pioneiro da história do design no Brasil lançado no mercado alto padrão baseado na religiosidade afro-brasileira. Uma peça icônica. Em seguida, vem a mesa Olulá com o mesmo conceito, mas que teve a participação da influencer Alexandra Loras e do designer Raniel Bento.
Matheus Ramos é um dos poucos designers de mobiliário do Brasil que consegue abordar valores culturais afro-brasileiros. Trazer à tona a representatividade da cultura afro em um país cuja maioria da população é negra demonstra a sensibilidade de um profissional que consegue enxergar fora de parâmetros eurocêntricos antiquados. Vale ressaltar que Matheus é também pesquisador, e que como poucos designers de móveis, busca compreender a identidade brasileira e representá-la em suas peças como no caso de Lina Bo Bardi e Joaquim Tenreiro.
Palestrante: Alexandra Loras
Poltrona Alaká
A partir da irmersão nas religiões afro-brasileiras é que se concebeu a poltrona Alaká. O machado de duas faces do guerreiro Xangô (assento e encosto) e os grafismos simbólicos da divindade Exu (desenho das pernas) são ricas simbologias do sagrado das culturas afro-brasileiras presentes no projeto.

Artesanato
O tecido alaká fundido na poltrona foi um critério utilizado na concepção do móvel. Encomendado através da artesã Iraildes da Casa do Alaká, que é um dos pucos grupos que conservam a tradição do tear originário da África. O pano da costa entra como acessório decorativo na poltrona, revelando raízes autóctones brasileiras além de valorizar o trabalho das nossas artesãs. A poltrona Alaká com o pano da costa foi selecionada vencedora pelo jurado londrino no concurso Artsthread Brazil – Milan.

Mesa Olulá
A mesa lateral Olulá seguiu os mesmos princípios conceituais da poltrona Alaká. Os grafismos da divindade Exu compõem as pernas e o desenho do machado da divindade Xangô inspirou o tampo da mesa.